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Como alertamos desde o ano passado, o efeito da crise no agronegócio é grande e requer atenção dos empresários que fomentam diretamente ou indiretamente o setor. Os problemas no campo começaram no início de 2005 com a quebra da safra por conta das condições climáticas, passaram pela valorização do real e deverão culminar este ano com os problemas gerados pelos efeitos da gripe aviária, febre aftosa, dólar ainda baixo e commodities em queda. Diversos setores dependentes da renda do agronegócio estão sofrendo. As vendas de máquinas e fertilizantes despencaram em 2005. Os frigoríficos estão fechando as portas e demitindo. O preço do frango cai e leva junto a cotação das rações. E esse efeito se propaga para as cidades. No ano passado, a produção industrial regional do IBGE confirmou essa contaminação. Os Estados do Sul apresentam queda na produção. O Rio Grande do Sul recua 3,6% em 12 meses, ante uma variação positiva de 2,9% do Brasil.
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