| Com cerca de seis bilhões de pessoas no planeta, a quantidade de lixo gerado por dia está cada vez maior, agravando a degradação do meio ambiente, principalmente nos grandes centros. Hoje em dia, o homem deve estar preparado para resolver os desequilíbrios ambientais para assegurar uma boa qualidade de vida no presente, visando o futuro.
Sabendo da necessidade da preservação ambiental, instituições e entidades ambientalistas divulgam números astronômicos sobre o assunto. Só no Brasil, cada pessoa gera, em média, um quilo de lixo por dia, produzindo assim, 55 trilhões de lixo por ano. Já nos Estados Unidos, a quantidade anual é de 190 trilhões de quilos.
Tido como um dos mais ricos do mundo, o lixo brasileiro muitas vezes não tem sua destinação correta fazendo com que surjam problemas, como, por exemplo, as enchentes e a poluição das águas, causadas pelo descarte aleatório dos resíduos em nascentes, córregos, margens de rios e estradas.
De tudo que é jogado diariamente, pelo menos, 35% poderia ser reciclado ou reutilizado e outros 35% transformados em adubo orgânico. O grande problema, do lixo não é a característica e sim o destino dado a ele. A maioria dos materiais pode ser reaproveitados ou reciclados
(confira a tabela) diminuindo assim, as enormes montanhas formadas nos lixões da cidade.
A coleta de material reciclado se tornou, com o passar dos anos, a única fonte de renda para muitos catadores. Na capital paulista, há cerca de 20 mil em atividade, que recebem, em média, R$ 300 por mês. De acordo com o estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe, dos 8 mil moradores de rua que vive no centro de São Paulo, mais de 3 mil se sustentam de recolher lixo reciclado.
Muitas organizações não-governamentais, entidades sem fins lucrativo, empresas e a população estão se mobilizando cada dia mais, para dar um tratamento adequado ao lixo produzido na cidade.
Muitos municípios são modelos por atingire um estágio avançado, com resultados importantes. Um exemplo é Curitiba, PR, com o programa “Lixo que não é lixo”, implantado há 10 anos, representa com louvor essas experiências bem sucedidas.
De acordo com o levantamento da Unicef sobre a destinação final do lixo no Brasil, constata-se uma precária situação na maioria dos municípios: 88% deles não possuem conselho de meio ambiente, tido como principal instrumento de controle dos problemas ambientais. Apenas 34% das cidades têm um órgão ambiental especifico, em 25% são outras instâncias que respondem pela área ambiental e em 41% não há qualquer órgão responsável pela gestão ambiental.
Construção Civil
A área da construção civil também já está se adequando e pensando na reciclagem dos seus lixos. No País, as obras produzem 70 milhões de toneladas de entulho, por ano. Em São Paulo, são 17 mil toneladas por dia. Com isso, o laboratório de engenharia da Universidade de São Paulo, criou um processo para transformar entulho em um material de mais qualidade e resistência e que pode ser utilizado em todas as aplicações de construção civil.
Até então, a única empresa que recicla sobras de tijolo e concreto não tem grande aceitação pelas construtoras, pois o produto é limitado, o entulho final não pode ser usado nas colunas dos prédios por ser muito frágil.
Portanto, os técnicos da USP adaptaram uma nova maneira, depois de triturar o entulho, utiliza uma máquina que usa água e a força da gravidade para fazer uma seleção. As pedras e a areia de qualidade são mais pesadas e ficam no fundo. A pesquisadora Cristina Ulsen informou que o produto atende às exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas e que pode ser usado para edifícios, blocos, concreto e todas as aplicações da construção civil.
Óleo de cozinha
O óleo de cozinha, jogado no ralo da pia, vaso sanitário, terrenos baldios ou córregos, prejudica as tubulações da casa e o meio ambiente, encarecendo em 45% o tratamento da rede de esgoto. Um litro de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água, que equivale ao consumo de um ser humano por 14 anos. Diante desse quadro, a solução para o problema é a reciclagem do óleo vegetal.
Muitos brasileiros podem alegar que não descartam o óleo em local apropriado porque não têm perto de casa ou não sabem onde colocar, mas o grupo Pão de Açúcar, em parceria com a Unilever pensaram na dificuldade e organizaram campanhas de conscientização. Desde o ano passado, as pessoas podem colocar o óleo usado, armazenados em garrafas PET, nos postos de coleta de ambas as empresas.
Curiosidade: As embalagens plásticas demoram mais de 100 anos para decompor. Os papéis de 03 a 06 meses. Os vidros mais de 4 mil anos.
Dicas
- Toda embalagem reciclável, antes de ser jogada no lixo seletivo, deve ser lavada para não atrair insetos, nem ficar com cheiro forte, enquanto estiver armazenada;
- Para tirar o grosso da sujeira das embalagens destinadas à coleta seletiva, passe água;
- A compra de lixeiras especiais é dispensável, pelo menos no momento inicial do projeto. Evite gastos!;
- Qualquer cantinho disponível, na garagem ou espaços livres debaixo das escadas, é suficiente para armazenar o material reciclável;
- Os restos de alimento também podem ser reciclados. Com poucos recursos é possível transformá- los em adubo;
- Não jogue as baterias de celular no lixo comum. As empresas produtoras já estão se responsabilizando pelo recolhimento;
- As pilhas usadas podem ser jogadas no lixo comum.
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