Levantamento Estatístico da ANFAC foi elaborado, a partir de dados e de números colhidos e consolidados de acordo com informações, relativas ao exercício de 2007, fornecidas pelas empresas associadas representativas das cinco regiões geográficas do País.
Numa primeira análise do quadro comparativo dos últimos três exercícios podemos verificar que, em 2007, as empresas de fomento mercantil formalizaram contratos de fomento mercantil, prestaram serviços e atenderam a uma clientela composta, exclusivamente de pequenas e médias empresas, que apresentam limitações de capital, de gestão e de recursos.
A modalidade operacional conhecida e consagrada no mercado brasileiro por factoring convencional foi a mais demandada pelas empresas – clientes, tomadoras dos serviços disponibilizados pelas empresas de fomento mercantil filiadas. Aproximadamente 130 mil pequenas e médias empresas dos mais variados setores da economia brasileira (indústria, comércio, agronegócios e serviços) se beneficiaram dos serviços e da liquidez proporcionada pelas empresas de fomento filiadas à ANFAC.
Confirmando as projeções inicias da ANFAC, o giro de carteira das suas empresas filiadas fechou o exercício de 2007 com um estoque de ativos financeiros da ordem de R$ 70,0 bi (setenta bilhões de reais). No entanto, nos últimos anos, atendendo à dinâmica do mercado, acompanhando a estabilidade e o crescimento econômico, novos produtos e serviços desenvolvidos - taylor made - vêm ganhando espaço. Destacam-se as operações de fomento à produção, em que a empresa de fomento mercantil presta serviços de análise de custos e desenvolvimento de fornecedores e também disponibiliza recursos para a compra de matéria-prima e insumos de produção. Outra modalidade de serviço que tende a ganhar espaço no mercado, principalmente em 2008, é a prestação de serviços de gestão e acompanhamento das contas a receber e a pagar, conhecida por trustee, que, em resumo, compreende a prestação de serviços de ajuste do fluxo de caixa das pequenas e médias empresas – clientes da empresa de fomento.
Veja: Direcionamento das Operações
Veja: Quadro Comparativo
Do ponto vista socioeconômico, as empresas filiadas a ANFAC contribuíram para viabilizar transações econômicas industriais, comerciais e de serviços e, ainda, para sustentar 2,1 milhões de empregos diretos e indiretos.
O giro das carteiras, das empresas filiadas originou um estoque de ativos financeiros da ordem de R$ 70,0 bilhões ao final do exercício de 2007, representando um acréscimo de 16,6% sobre o ano de 2006, que fechou com um volume da ordem de R$ 60,35 bilhões.
Região Sudeste tem crescimento destaque
Mais uma vez a Região Sudeste, que tradicionalmente concentra o maior número de empresas de fomento mercantil do País, e também, de empresas - clientes, notadamente do setor produtivo industrial (pequenas e médias), apresentou o maior crescimento e incremento nas transações realizadas em 2007. O crescimento percentual verificado de 2006 para 2007 nessa região foi da ordem de 16,9%.
O Levantamento Estatístico da ANFAC apontou que, em 2007, a região Sudeste, com destaque para o Estado de São Paulo, representou 78% do estoque de ativos financeiros originados (R$ 54.920 bi) pelas empresas de fomento mercantil filiadas.
A projeção dos elementos constantes deste levantamento realizado pela ANFAC, ao longo dos últimos anos, permitiu a tabulação do quadro abaixo, que lista os segmentos econômicos que mais demandam os serviços e a liquidez, disponibilizados pelas empresas de fomento mercantil filiadas a suas empresas - clientes.
Para o ano de 2008, as expectativas de mercado e as projeções iniciais elaboradas pela ANFAC, ainda que assentadas em bases conservadoras, indicam otimismo e apontam um crescimento moderado para o fomento mercantil.
De acordo com Luiz Lemos Leite. presidente da ANFAC, o setor deve se consolidar e as empresas de fomento mercantil se fortalecerem com a aprovação do PLC nº 13/2007, projeto de lei que preconiza a regulamentação da atividade, ora em tramitação no Senado Federal.
Uma constatação observada no dia-a-dia das empresas de fomento mercantil é que profissionais e empresários têm buscado saídas criativas e inovadoras, com o objetivo de viabilizar e compatibilizar novos modelos de estrutura organizacional, frente à nova realidade econômica e às exigências do mercado.
Expansão de atuação das empresas
A consolidação do setor, experimentada ao longo dos últimos dois anos, mostra estratégias empresariais que privilegiam a expansão e o crescimento da careteira de empresas-clientes e das operações (crescimento vertical da estrutura organizacional), por meio da fusão de grandes empresas como a recentemente verificada entre as empresas Bancorp e Brickell, ambas da Estado de São Paulo - capital.
Uma outra estratégia de expansão e de crescimento das carteiras e das operações pode ser constatada por uma política de crescimento horizontal, implementada pela empresa de fomento mercantil, através da instalação de filiais próprias, em novas praças de atuação, mantendo-se, porém, a estrutura administrativa e financeira centralizada na matriz.
Uma terceira estratégia de aumento e expansão de negócios, das empresas de fomento mercantil tem sido constatada. Trata-se do crescimento horizontal da carteira de empresas-clientes e das operações, que é implementado através de um processo de expansão geográfica de cadeias de empresas de fomento consorciadas, com estrutura administrativa e financeira descentralizada.
Algumas empresas de fomento mercantil são pioneiras na implementação de tais modelos vivenciando experiências positivas e bem sucedidas, em cada uma das políticas acima citadas. |