A importância dos processos internos de controle e do uso de ferramentas de análise de risco na gestão das empresas de fomento mercantil, foi o tema da palestra de Paulo Rogério dos Santos, da Serasa. O especialista explicou como a utilização das ferramentas adequadas associadas a uma equipe capacitada pode transformar em um efetivo diferencial competitivo no mercado. “Não adianta ter a melhor informação possível se não houver pessoas capacitadas para trabalhá-la”, enfatizou.
O palestrante comentou que o custo para se obterem dados no Brasil ainda é algo muito oneroso, por isso, a solução é o compartilhamento organizado de informações entre as empresas. Segundo ele, esta é uma das melhores opções para minimizar riscos. Afirmou que, no Brasil, muitos empresários ainda têm uma resistência com relação a essa prática. “É um equívoco pensar que quem compartilha diminui sua informação. Compartilhar é ampliar, pois assim se tem uma ampla troca e se obtêm mais dados a menor custo”, alertou.
No caso específico das empresas de fomento, Paulo Rogério dos Santos disse que é preciso levar em conta o acompanhamento completo das operações, para evitar os prejuízos. “Durante as etapas de crédito é importante ir além do fechamento do negócio. A boa gestão considera o monitoramento constante do cliente.”
O palestrante afirmou que, como conseqüência da globalização, as relações comerciais no mundo hoje são mais dinâmicas e mais complexas. Em função disso, ele defende que as modernas ferramentas de gestão, a capacidade de previsão e planejamento são imprescindíveis para qualquer negócio. “A missão do moderno administrador de crédito é buscar uma relação risco-retorno. Ele tem de saber associar o risco ao retorno que irá gerar e verificar se a empresa está sendo bem remunerada pelo risco que está correndo”, ressaltou.
Compuseram a mesa da palestra: Paulo Rogério dos Santos; Olmiro Varlendorff, vice-presidente executivo da ANFAC; e Dalton Xavier, vice-presidente da ANFAC. |