A primeira empresa organizada como factoring surgiu em Nova York, no ano de 1808, por iniciativa de um “factor”, que prestava, como consultor, assistência a um grupo de pequenas indústrias têxteis e começou uma experiência associando a compra dos direitos das vendas mercantis por elas realizados.A atividade do fomento mercantil se consolidou e cresce e prospera em 67 países que praticam o factoring, presente nos cinco continentes do mundo. Hoje, a Inglaterra e a Itália têm a hegemonia do mercado mundial de factoring. Segundo o último levantamento estatístico de 2007, efetuado pelo Factor Chain International (FCI),
de Amsterdam, a atividade movimenta nos continentes que opera, o volume de negócios na ordem de U$ 1,3 trilhão de euros. O presidente da ANFAC, Luiz Lemos
Leite, destaca que o mercado-alvo, nos países que praticam o factoring, é composto das pequenas e médias empresas que têm dificuldades de identificar seus problemas e dimensionar suas deficiências, por viverem num círculo vicioso de pequeno capital, pequeno crédito, pequenas vendas e pequeno lucro. “O factoring é o mecanismo que existe para romper este círculo vicioso”, pontua o dirigente.
De acordo com Leite, o último levantamento preliminar da ANFAC indica um crescimento do fomento mercantil na ordem de 20%, “aumentando inclusive o número de sociedades de fomento em todas as regiões brasileiras”. Como parceiro das pequenas e médias organizações é responsável atualmente pela geração de 2 milhões empregos diretos e indiretos. No último trimestre de 2008, a ANFAC constatou que a procura por empresas de factoring cresceu 18%, período que iniciou a crise financeira mundial e, consequentemente, aumentou a escassez ao crédito pelas instituições financeiras.
Regulamentação do Factoring
Apesar de sua relevância para o crescimento da economia, colocando profissionais no mercado de trabalho e fomentando empresas, o factoring ainda não tem uma legislação específica que o regulamente. “O fomento mercantil vem se desenvolvendo no país de uma forma autorregulada. Entretanto, o marco regulatório se faz necessário para manter o equilíbrio do mercado e coibir os excessos”, diz o presidente. No atual momento de crise econômica, as empresas de factoring assumem
papel de destaque no fortalecimento do setor produtivo e de serviços para a manutenção e geração de empregos.
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