Indústria, agronegócio e exportação foram os setores em que as micro e pequenas empresas brasileiras sentiram os efeitos mais fortes da crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008. É o que revela a pesquisa Impacto da Crise Financeira Internacional nas MPEs Brasileiras, divulgada pelo Sebrae/SP. Segundo o estudo, 63% das micro e pequenas empresas nacionais foram afetadas pela crise. O impacto foi mais intenso no Sudeste e no Centro-Oeste, onde 64% das empresas se queixaram de efeitos negativos. A primeira região tem uma concentração maior de indústrias e de exportadores. Já no Centro-Oeste, predomina o agronegócio. A queda de demanda foi indicada por 60% dos entrevistados, como um dos principais problemas, seguida de juros mais caros (45%) e dificuldade na obtenção de crédito (40%). A pesquisa foi realizada entre março e maio deste ano, junto a 4,2 mil micro e pequenas empresas de todo o país. Entretanto, há entre os empresários uma perspectiva relativamente otimista para os próximos seis meses: 46% das empresas esperam melhora do faturamento, 43% acreditam que o cenário permanecerá o mesmo e 9% acham que vão diminuir as vendas. No emprego, 66% dos empresários pretendem manter o quadro atual, contra apenas 8% que planejam demitir. |