Estatísticas recentes levantadas
pelo Factors Chain International (FCI)
indicam que o volume mundial total
para o factoring cresceu em 2008
próximo de 2%, comparado aos quase
15% em 2007. O volume total mundial
atingiu € 1,325.111 trilhão.
O crescimento limitado em euros
foi fortemente influenciado pela queda
da libra esterlina vis-à-vis ao euro. O
Reino Unido ainda é o maior mercado
de factoring, embora em 2008, tenha
totalizado €188 bilhões, com uma redução
de cerca de €100 milhões em
comparação com 2007 (€ 286 bilhões).
Não obstante, 2008 foi um bom
ano para a indústria do fomento mercantil.
Só as operações de factoring
internacional cresceram mais 20%. De
notar que os países asiáticos continuam
ganhando o mercado, tanto no factoring
doméstico como no factoring
internacional.
Os resultados demonstram
que tanto exportadores como importadores,
ao redor do mundo, estão
se tornando mais conhecedores das
vantagens oferecidas pelo sistema
factoring: working capital, credit risk,
proteção e cobrança dos serviços por
parte dos export factoring, enquanto
pelos import factoring, a compra dos
open account terms, sem a necessidade
de abrir carta de crédito ou de estabelecer
outra condição de pagamento
mais onerosa.
O próprio FCI cresceu com o
número de membros de 245, situados
em 65 países, criando uma rede de relevante
importância de prestação de
serviços para as empresas de porte
médio e pequeno no mercado doméstico
e no internacional. Isto também
explica, porque o FCI é hoje a única
organização que tem alcance e profundidade
do resultado dessas estatísticas
globais do factoring anualmente
elaboradas.
O considerável volume das
operações do factoring exportação é
produzido na grande China e Turquia,
duas regiões onde é predominante a
representação do FCI. As empresas dos
Estados Unidos e da Europa Ocidental
são hoje as maiores clientes importadoras
no mercado de factoring. Com
esta perspectiva, a China tem se tornado
o país maior gerador dos negócios
de exportação do setor, em comparação
com os outros países do mundo.
Jeroen Kohnstamm, secretário
geral do FCI, acredita que o potencial
da China é de segurança e confiança a
longo prazo, contudo, é cauteloso para
2009, apontando indícios de redução,
ainda que ligeira, no movimento de
negócios no primeiro semestre deste
ano:
a) A demanda do mercado consumidor
americano, ainda se apresenta
tímida com o resultado da economia
local. Nesta conjuntura, as exportações
chinesas precisarão de mais tempo
para diversificar e consolidar os negócios
de sua base de clientes, o que,
sem dúvida, indica que mais e mais
membros asiáticos do FCI estão abrindo
negócios de factoring importação.
b) No segundo semestre de
2009, está prevista a retomada do
crescimento, com a demanda mais firme
dos serviços de factoring no atendimento
às necessidades do working
capital e de disponibilidade do seguro
de crédito para riscos do devedor. A
experiência tem demonstrado que a
indústria do factoring tem sido mais
flexível e mais especializada em suprir
as deficiências e necessidades de sua
clientela composta universalmente de
pequenas e médias empresas.
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