| A computação evoluiu de maneira impressionante nas últimas décadas, transformando, também, as atividades das empresas. De gigantescas máquinas que apenas
automatizavam tarefas, os recursos da tecnologia passaram a auxiliar a produção e o gerenciamento de um componente essencial: a informação. E com ela, o
gerenciamento e as ações passaram a ser em menor tempo e com mais confiabilidade.
A Tecnologia da Informação (TI) representa o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. “Em linhas gerais podemos pensar e definir TI como ferramentas computacionais que possibilitam às empresas transformarem as informações que possuem em diferenciais competitivos”, explica o
consultor, André Jayme Procópio, da Stand By Consultoria e Sistemas. Dessa maneira, as informações passaram a constituir um importante patrimônio
empresarial.
Porém, nem tudo o que é armazenado no computador é informação. Para que possa agregar valor à empresa, esse “amontoado” de conteúdos será transformado em
informações coerentes – o que é tarefa dos sistemas de softwares. De forma geral, eles agregam, filtram e modelam os dados, tratando-os e transformando- os
em informações, que poderão ser utilizadas na gestão do negócio. “Softwares devem fornecer base de conhecimento para a rápida e precisa tomada de decisão”,
orienta o consultor.
A partir da organização correta dos dados, os empresários podem explorá-los com o máximo de eficiência. “Um dos ativos de maior valor de toda corporação é o seu banco de dados e as informações sobre seu negócio, clientes, concorrentes e parceiros”, argumenta Procópio. Dessa forma, não fica difícil entender que
uma estratégia de TI bem definida é imprescindível nos dias atuais. “A TI deve ser tratada como fator preponderante para o crescimento e sobrevivência de organizações, que atuam em ambiente cada vez mais competitivo e sem espaço para erros”.
Nesse sentido, é preciso buscar soluções que tragam resultados. O consultor revela que a má definição de estrutura e recursos necessários para implantação de
sistemas é a principal dificuldade para as corporações. Isto abrange a escolha do software, da tecnologia utilizada, da definição de hardware, e o mais
importante a escolha de recursos humanos qualificados para gerenciamento e utilização dos recursos de TI.
Um dos erros comuns na hora de adquirir tecnologia, segundo André, é a avaliação do custo sem análise precisa do retorno sobre o investimento. “É um equívoco tratar TI como custo. Tecnologia é investimento com retorno certo quando bem feito e estudado”, conta. O consultor também orienta que é imprescindível investir no treinamento das pessoas – fator crucial para definir o êxito da implantação do sistema. Tendo estes itens em vista, a escolha da tecnologia fica facilitada. “O empresário deve procurar soluções que se adeqúem a sua estrutura operacional e realidade financeira de sua empresa. Há soluções no mercado para todo porte”, esclarece.
TI revoluciona fomento mercantil
No mercado de fomento mercantil, os softwares proporcionaram uma revolução na gestão das empresas. A adoção de sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning,
Planejamento de Recursos Empresariais) passa a ser decisiva. “Sistemas podem ajudar as empresas desde rotinas operacionais simples, como emissão de contratos, até rotinas mais complexas, como análise de crédito”, descreve o consultor da Stand By Consultoria e Sistemas.
As empresas de fomento mercantil lidam diariamente com risco de crédito, além de conviver em um ambiente que não aceita morosidade. Desta forma, as decisões
precisam e devem ser tomadas no menor espaço de tempo possível e, ao mesmo tempo, com segurança. Por esta razão, a adoção de um bom software deve
obrigatoriamente fornecer ferramentas e informações para certificar, qualificar e elevar a qualidade destas decisões.
“A factoring deve estar atenta e preocupada em buscar uma solução completa, que abranja a totalidade de suas rotinas e necessidades sem a necessidade de
controles externos, planilhas ou outros softwares”, orienta. Conforme explica Procópio, todo software para o segmento deve também ser capaz de ajudar a
empresa na redução de seus custos operacionais e no repasse de despesas. “Outro ponto importante é que o sistema utilizado tenha uma forte base de preceitos
contábeis, ou seja, que faça de forma responsável as apurações, lançamentos e a contabilização de modo geral.” |