MERCADO DO FACTORING


 
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO ANFAC 2016/2017

 

Levantamento da ANFAC aponta que o valor do giro da carteira das operações realizadas por seus associados manteve-se no mesmo nível nos anos de 2016 e 2017, ou seja, em torno dos R$ 300 bilhões de reais, anuais.

A atividade de fomento comercial atendeu a uma clientela composta em sua grande maioria de PME‘S (Pequenas e Médias Empresas), que usualmente enfrentam dificuldades, dentre as quais a escassez de recursos, tanto para financiar o giro dos negócios, como também, para promover o ajuste do seu fluxo de caixa

As operações de fomento modalidade convencional, lastreadas com recebíveis originados de transações mercantis, se mantêm na dianteira, representando a maior parcela demandada pelo setor, um universo composto de aproximadamente 200 mil empresas clientes, dos mais variados tamanhos e setores econômicos.

Confirmando as expectativas da ANFAC, o montante do giro de carteira dos seus associados registrou um estoque de recebíveis, de R$ 300 bilhões, mantendo-se estável esse valor em 2016 e 2017, sendo R$ 200 bilhões do fomento convencional e R$ 100 bilhões dos FIDCs.

Em termos socioeconômicos, o fomento comercial concorreu para viabilizar transações nas diversas etapas das cadeias produtivas industriais, comerciais, agronegócios e serviços, contribuindo na manutenção de mais de 2.550.000 de empregos diretos e indiretos.

 

DADOS ESTATÍSTICOS POR REGIÃO GEOGRÁFICA

 

A Região Sudeste, que tradicionalmente registra a maior concentração de negócios do setor, vem apresentando crescimento da ordem de 15,00%, com destaque para o Estado de São Paulo que representou 70,0% do montante das operações realizadas no País.

As Regiões Sul, Centro Oeste, Norte e Nordeste, apresentaram um pequeno incremento com a participação de 30% do volume total de operações realizadas.

Setores industriais que tradicionalmente lideram o ranking das estatísticas, como as empresas do segmento automotivo e metalúrgico, como consequência da conjuntura nacional, apresentaram recuo dos negócios em seu mercado e, por via de consequência, de suas operações, exceção dos negócios ligados ao comercio internacional de exportação.

Por outro lado, setores empresariais com forte presença nas áreas alimentícia, farmacêutica, cosméticos e aqueles ligados ao comércio exterior, principalmente de exportação, elevaram o peso ponderado na originação de recebíveis, contribuindo positivamente no incremento total de operações em 2016 e 2017.

A projeção dos elementos coletados permitiu a tabulação do quadro abaixo, que lista os segmentos econômicos que mais demandaram os serviços do fomento comercial.

 

DIRECIONAMENTO DA CARTEIRA - DADOS ESTATÍSTICOS DOS EXERCÍCIOS DE 2016 E 2017

Direcionamento da Carteira

Fomento Convencional: R$ 200 bilhões, FIDCs: R$ 100 bilhões, Clientela – R$ 200.000 pequenas e médias empresas.

_____- Giro de carteira dos associados à ANFAC: R$ 300 bilhões (cento e cinquenta bilhões de reais).

_____- Número de Clientes atendidos ao longo do exercício de 2016: aproximadamente 200 mil empresas.

_____- Quantidade de empregos sustentados (diretos e indiretos): 2.550.000 (dois milhões, quinhentos e cinquenta mil postos de trabalho em todo País).

_____- Quadro associativo em 2016 – Reg. ANFAC nº, certificados: 594 (quinhentos e noventa e quatro) associados.

_____- Quadro associativo em 2017 – Reg. ANFAC nº, certificados: 599 (quinhentos e noventa e nove) associados.

_____- Composição do funding (fundeamento) – o montante de negócios realizados da ordem de R$ 300 bilhões de reais são recursos investidos pelas empresas de fomento comercial de apoio ao setor das pequenas e médias empresas com a importante função de agregar valores à economia do País e que têm esta origem:

Fundeamento

Diante dos números consolidados no presente levantamento e, tendo em vista os cenários político e econômico do nosso País, em que pese ao avanço atingido os últimos meses, o levantamento da ANFAC, em 2017, ainda remete a uma posição conservadora dos agentes econômicos.

As medidas estruturantes que veem sendo implementadas pelo atual governo, tais como, as reformas da previdência, trabalhista e tributária e, também, aquelas de cunho microeconômico, como o controle das metas de inflação, de política monetária e de redução gradativa da taxa básica de juros, refletiram um ambiente mais estável a médio prazo.

Dessa forma, o ambiente de certa estabilidade para 2017, com algum crescimento econômico, foi mais favorável na medida em que o cenário político contribuiu positivamente na implementação de medidas macro e microeconômicas tão importantes e necessárias para a condução de um gradual reequilíbrio na distribuição de investimentos possibilitando assim maior expansão econômica e por consequência do setor do fomento comercial.

Geografia do Factoring